O Brasil vive um momento delicado na sua história, sendo consequente até mesmo no mundo. Marina Silva deixou o posto de ministra do Meio Ambiente e mostrou a todos como se encontra a situação ambiental no Brasil, especialmente na Amazônia. O grande dilema que nosso país está vivendo é o duelo entre o crescimento vs meio ambiente.
É claro que a situação econômica do Brasil melhorou e muito no governo Lula, tanto que o dólar caiu, a Bolsa valorizou, investimentos não param de acontecer e o petróleo surgiu. Estáriamos saindo da condição de um país subdesenvolvido para entrarmos no real processo de desenvolvimento, embalado por outros países como a China. Isso é ótimo não é verdade?! Ver a sua pátria crescer, não depender tanto dos EUA, ver que eles estão em crise e nós em ascensão... mas existe um revés muito grande desse crescimento: a natureza perde.
A Amazônia é o bem mais precioso do Brasil (inclúo aqui a cultura) e sofre com o desmatamento, queimadas e descaso em geral; nesses 3 anos passados o número dessas agressões a ela diminuiu, o problema é que dados desse ano mostrou que o desmatamento aumentou ao invés de seguir a diminuição que ocorria. O general do exército Augusto Heleno Pereira, resposável pela área amazônica, criticou a política do governo que está sendo adotada lá, disse mais, falou que ONGs estrangeiras estão por trás de tribos indígenas que querem cada vez mais território, por exemplo, o estado de Roraima inteiro. Para se ter uma idéia, existem mais de mil ONGs na Amazônia, grande parte estrangeira, que por meio dessas tenta determinar o rumo da nossa floresta.
Com o PAC do governo, estão previstas algumas obras naquela região, como por exemplo a construção da hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, que causou revolta de muitos ativistas pró Amazônia e principalmente dos índios da região.
Vendo tantos acontecimentos ocorrendo em torno da Amazônia, tantas informações e coisas que acontecem lá e não é divulgado pela mídia de massa, a verdadeira situação das empresas que exploram a região, o quão internacionalizada está nossa floresta fica difícil de acreditar que existe uma salvação. Esse duelo entre crescimento e meio ambiente teria uma solução, o crescimento sustentável, mas começo a crer que isso é tão utópico como a idéia socialista que Marx dizia.
O Norte do Brasil para mim ainda é um mistério, todas as dispustas de terra no Pará, as ameaças de morte de membros da igreja que tentam denunciar a situação, madereiras da Malásia que se instalam na Amazônia... é tanta coisa que vejo, que quanto mais procuro saber, pior fica. É um dilema dificílimo e que deve todas as atenções da autoridades políticas, mas penso que não depende apenas delas. Por ora, fica uma reflexão e pedido para que você se informe mais sobre o que acontece no Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Acre, Tocantis e Amapá. Deixe nos comentários sua opinião e informação, pois nós como brasileiros temos o dever de saber o que se passa para agirmos, que aliás já está tarde demais.
Playlist:
Raul Seixas - Aluga-se
terça-feira, 27 de maio de 2008
Crescimento vs Meio Ambiente
Postado por Lucas Pazin às 23:45 3 comentários
Marcadores: Amazônia, Brasil, crescimento, crise, meio ambiente, região Norte, sustentabilidade
domingo, 20 de abril de 2008
Dependência ou morte

2008, ano de eleição, e ano de analisar se o que está sendo feito pelos políticos eleitos está correto. Mesmo não sendo ano de eleição presidencial, resolvi postar sobre um projeto do Governo Lula que, mesmo com muitas críticas, permanece em pleno funcionamento: O Bolsa família e a sua "família"(Auxílio-gás, bolsa escola e etc). Esse projeto funciona no sistema de transferência condicional de renda onde a população de baixa renda recebe dinheiro diretamente e em contrapartida tem que manter as crianças na escola, por exemplo.
Aí vão alguns dados:
- Em 2006, mais de 11,1 milhões de famílias de todo o país, ou seja, cerca de 45 milhões de pessoas, receberam 8,2 bilhões de reais, o que corresponde a 0,4% do PIB brasileiro;
- O Bolsa Família é citado como sendo um dos responsáveis pela redução do índice de miséria no Brasil, que caiu 27,7% no primeiro mandato do Governo Lula;
- Representantes de países africanos mandaram representantes ao Brasil para conhecer o programa;
- Quase todos os países da América Latina têm programas parecidos;
- O Bolsa família aumentou o número de alunos na escola, mas não o desempenho destes;
- A reação das instituições multilaterias ao Bolsa Família tem sido, geralmente, de entusiasmo. O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz disse em sua recente viagem ao Brasil que: "o Bolsa Familia já se tornou um modelo altamente elogiado de políticas sociais. Países, ao redor do mundo, estão aprendendo lições com a experiência brasileira e estão tentando reproduzir os mesmos resultados para suas populações;
- Muitos analistas e opositores do governo Lula vêem no programa apenas uma espécie de "bolsa eleitoral", que subornaria as camadas mais vulneráveis da população com transferências de dinheiro em troca de eleitores cativos, sem apresentar uma real proposta de erradicação da pobreza pelo trabalho e pela atividade econômica produtiva;
- Uma das críticas mais recorrentes mencionada no Brasil é uma possível criação de um estado de dependência que o Bolsa Família geraria entre a população beneficiada.
Depois desses dados, você leitor, pode analisá-los e formar sua opinião sobre o projeto mas o que venho discutir aqui não é exatamente sua eficácia e sim uma situação desagradável que sua criação nos impõe.
Deixando de lado todas as falcatruas que envolvem o recebimento do Bolsa família por famílias que não necessitam, é importante perceber que em alguns lugares do país famílias dependem do recebimento para poderem sobreviver.É um verdadeiro caso de dependência ou morte. Sem o dinheiro do governo, esses cidadãos não têm como sobreviver já que falta alimento, água tratada, emprego e o mais importante: oportunidade.
É inimaginável o governo atual conseguir mudar todo o quadro de desigualdade social que existe em nosso país. Quem sabe num futuro governo tenhamos essa esperança. Então, nesse ponto, eu concordo com a atitude do governo Lula: Damos dinheiros ao miseráveis para que eles possam ao menos sobreviver. Pode parecer meio cruel mas funciona assim. O quadro de famílias tendo mais filhos para receber mais dinheiro ou pais de família se acomodando sem trabalho são totalmente errados mas para alterar isso só uma grande mudança na estrutura social do país e como dito acima isso está longe de acontecer.
O que pode e deve ser feito por esse governo é uma severa fiscalização nas famílias para diminuir o número das que recebem sem necessidade. Mas parece que a situação está cômoda assim para os políticos.
É isso aí, Douglas Garcia deixando seu recado na espera do surgimento de um projeto que possa acabar com a desigualdade social nesse país. Se você tem conhecimento de algum bom projeto para isso, deixe nos comentários.
Bom domingo.
Postado por Douglas Garcia às 00:13 5 comentários
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Você
Vivemos em um país onde muitas coisas erradas acontecem e o que mais vemos as pessoas fazerem é reclamarem para quem está do seu lado, xingar os políticos e só. Atitudes que realmente podem acrescentar não são feitas. Se o país está bom para você, ótimo, não reclame e viva como está, mas se tem algo que lhe incomoda porque continuar assim então?! Histórias como 'eu sou um em um milhão', 'eles são superiores e não adianta', 'o que eu posso fazer?' são comuns e impedem muitos de exporem suas opiniões e atitudes, ficando só na reclamação de um discontente.
Meios não faltam, informação muito menos, pessoas conscientes também existem. No Brasil há centenas de movimentos que querem algo melhor, deixam uma mensagem positiva, o que não existe é um direcionamento da pessoa para aquilo, quando prefere ocupar seu tempo fazendo coisas que não serão construtivas para a sociedade que ela reclama. Conseguir, consegue. Invadiram a UnB e tiraram o reitor e vice-reitor, a UNE (União Nacional dos Estudantes) começa em breve protestos e paralisações contra as fundações que controlam as Universidades públicas. Certo ou errado, político ou não, a atitude fala mais alto que outras questões no momento que estamos.
Recomendado:
http://www.carregandooelefante.com.br/
Playlist:
Gabriel, O Pensador - Até Quando?
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Brasil 2014, essa Copa é possível?

No dia 30 de outubro de 2007, a FIFA confirmou que a Copa do Mundo de Futebol Masculino de 2014 vai ser no Brasil. A partir desse dia, começou-se então a questionar o que o Brasil deverá fazer para se adequar a todas as exigências da FIFA, e elas não são poucas e nem simples. O Sindicato Nacional de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco) avaliou durante 3 meses 29 estádios brasileiros e divulgou, no dia 27 de novembro de 2007, que apenas cinco estádios teriam condições de receber jogos da Copa, claro que com reformas e adaptações (Maracanã e Engenhão, RJ; Morumbi, SP; Arena da Baixada, PR e Mangueirão, PA). Outro dado importantíssimo desse levantamento foi que o Sinaenco considerou a Fonte Nova o pior estádio do Brasil, e dois dias antes da divulgação da pesquisa ocorreu a tragédia no estádio onde 8 pessoas morreram e outras ficaram feridas.
O Governo Federal falou recentemente que não pretende investir em estádios para a Copa e espera que esse investimento venha por parte da iniciativa privada. O Ministro dos Esportes, Orlando Silva, falou que o Governo irá concentrar a verba destinada a Copa em infra-estrutura, segurança, comunicação, hotelaria e outros setores que precisam de investimento para a Copa acontecer. É verdade, são muitas e muitas coisas que o Brasil precisa melhorar para fazer com que esse evento não se torne uma vergonha para o "País do Futebol".
Se você começa a pensar em tudo que deve fazer, pode achar que 6 anos é pouco para o Brasil conseguir, ainda mais conhecendo toda a burocracia e corrupção que assola e impede o crescimento do nosso País. Deverão ser construída novas vias de acesso aos estádios, criação ou ampliação de linhas de trens e metrôs, aeroportos, melhoria da segurança...
A favor ou contra? Apesar de tudo isso, eu sou a favor que essa Copa aconteça, mas com que se faça com dignidade. Ela trará investimentos ao País, criação de empregos, uma visibilidade internacional enorme, melhoria na qualidade de vida e crescimento da economia. O futebol pode trazer muitos benefícios, é só saber aproveitar essa oportunidade e começar o trabalho agora.
E você, é a favor ou contra? A corrupção, políticos ineficientes, a quantidade de problemas a serem resolvidos impedem essa Copa ou mesmo assim é possível? Não esqueça de deixar o comentário com sugestões e críticas. Eu volto segunda-feira, bom Carnaval a todos.